Reflexões de um psicomotricista

Uma visão do processo terapêutico e as suas implicações

Os 3 reis …“não magos”.

“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência” K.Marx

Numa ilha perto, perto, perto daqui, onde as palmeiras não crescem de pernas para o ar e as pessoas pensam com o coração no que são e no que não são, mas que querem ser, vivem 3 reis peculiares. São homens pouco fartos e barrigudos, porque tal como aqui, a crise foi-lhes “rapando” a panela e agora vivem a furar buracos nos cintos reais. Podia-se pensar que 3 reis seriam muita realeza numa só ilha, mas quem faz os ministros são os ministrados e aí, tudo se justifica.

Cada um dos reis tinha o seu espaço de capricho, a sua zona de actuação, ou refastelação para grande parte da corte – tudo o que era importante para quem vivia na ilha estava debaixo de 3 cabeças, 3 sentenças, 3 vontades. Um dos reis chamava-se Krow, um rei que governava uma porção de terra sobrelotada, em que todos (ou quase todos) queriam entrar e poder ter o seu espaço, a qualquer custo para qualquer valor. Por falar em valor, não se pode esquecer o rei Dução, sempre com o ónus da promessa adiada e readiada de capacidade e potencialidade de mudança na ilha – diz-se que os outros reis dependem dele, mas é de todos o menos respeitado e investido…há coisas estranhas nesta ilha, estranhamente familiares. Assim, falta-vos falar do rei Edúas, dirige o reino com a fama de mais caro e dispendioso, puxa pelos seus galões nas suas casas principais, carregadas de nova tecnologia material e humana, mas não chega a todos da mesma maneira, está desarrumado e parece uma casa de famosos daquelas que aparece na televisão, onde se toma banho na sala para que a casa de banho seja de ouro – a utilidade não está distribuída irmãmente pelo reino.

Nesta ilha, as pessoas habituaram-se a não ser fácil viver, a viverem saltitantes em serviços, acordos, leis e vontades de 3 reis que não se entendem, nem falam na mesma língua, quando dão há língua (o que é raro…). Para um papiro X, responde-se com um ofício Y, para que se valide a ordem W e se aplique o que se pediu para fazer numa necessidade Z, contraposta no tal papiro X…A ilha, porção de terra organizada rodeada de mar, perdeu o seu signo…agora já não é ilha, com reis e sem roque, é mais um pedaço de mar confuso e poluído que perdeu a força cristalina, que ficou por serenar…

 

 

 

Ficha Técnica

Autor: Sociedade anónima reaccionária de autores múltiplos

Data: Desde há muito tempo para cá

Personagens:

– Rei Krow as Ministério do Trabalho

– Rei Edúas as Ministério da Saúde

– Rei Dução as Ministério da Educação

– Ilha as …. ao vosso critério

Posfácio.

Porque acredito piamente que é com uma coordenação e união destes 3 pilares basilares da sociedade actual, tal como ela está construída, que se pode evoluir num modelo socialista (na sua concepção filosófica) de ordem e cooperação – construtores da felicidade e realização pessoal e colectiva.

 

Apelo a uma discussão directa às questões levantadas no corpo da reflexão. Mostrem a vossa opinião neste espaço, para que a mesma possa ser partilhada.

 

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This entry was posted on 8 de Fevereiro de 2011 by in Uncategorized.

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