Reflexões de um psicomotricista

Uma visão do processo terapêutico e as suas implicações

Ano das realidades

"É impossível que o tempo actual não seja o amanhecer doutra era" M.Torga

É preciso ser feliz. A cada novo ano procuramos que a nossa esperança que esperamos existir nos indique o caminho das coisas e dê à sorte as coordenadas geoestratégicas da nossa localização. Corremos sentados no aguardar das coisas que, tantas vezes pretendemos e, outras tantas, convencemo-nos que não conseguimos perseguir, pois é muito complicado, pois a vida é dura e finge sempre roubar o tempo que nos dá.

Esta é, provavelmente, a reflexão que em simultâneo consegue ser mais pessoal e menos individualista – são frases em gritos de um ambicionar muito o que é até difícil sonhar – são os passos que todos queremos dar para os objectivos que desejamos e como é difícil, meter a máquina a trabalhar, sair da teia pegajosa da inércia e do convencimento do não-acreditar que seja possível. Talvez a crise seja a desculpa mais actual para a dificuldade que é dar o salto e apostar sem reservas nas ambições e objectivos pessoais que levamos dias, semanas, meses a mentalmente edificá-los e depois… depois segundos e minutos a desconstruir estes quereres, a encaixotar os mesmos nas gavetas de “um dia” ou no armário do “mas” – “mas é tão difícil”, “mas agora não dá jeito”, “mas” isto e aquilo que nos conforta e convence, mas que bem dentro, “dói” ao mesmo tempo.

A importância deste ano está no desafio que vamos colocar a nós mesmos na forma de o passar, na forma de o tornar “aquele” ano, de aprender a não só pensar o que se deseja, mas a desejar o que se pensa, a fazer com que a realidade nos faça surpreender, fazendo ao sonho, o que a tartaruga fez à lebre, derrotando o esperado, superando-o.

E se todos devem procurar a superação, pois nós, que trabalhamos para o outro e com o outro, transportamos com ele estas utopias por realizar e a necessidade de um querer desenfreado por coisas melhores.

Assim, precisam-se promessas a nós mesmos de que nunca acordaremos como se tivéssemos a adormecer.

     Um ano cheio de realidades para todos.

Apelo a uma discussão directa às questões levantadas no corpo da reflexão, lembrando que outras profissões passam por semelhante situação. Mostrem a vossa opinião neste espaço, para que a mesma possa ser partilhada.

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This entry was posted on 3 de Janeiro de 2012 by in Uncategorized.

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