Reflexões de um psicomotricista

Uma visão do processo terapêutico e as suas implicações

Dissecar o “apontamento”.

“A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?” Fernando Pessoa

Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

            Quando se ganha o direito a ter uma profissão, damos alegria aos pais, orgulhamo-nos das conquistas desbravadas e sentimos que estamos prontos e formatados, preparados e encaixados em perfis cerrados de intervenções idílicas e teóricas daquelas que nos fizeram acreditar que existiam sem mover vértices ou arestas, cair em brisa lenta na asneira, fazer-nos em pedaços com mais sentires do que os que antes sentíamos, será retrocesso desfragmentado ou riqueza de contacto?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Até que ponto a procura de outros saberes na tentativa de nos fazer mais conscientes dos nossos é a perda da consciência no que somos, pois importa saber se vivemos a pedaços ou colamos as imagens em álbuns a crescer e a quererem transformar-se em filmes plenos de movimento? Aprofundamos o que sabemos com temas que completam os saberes específicos da insígnia profissionalizante ou “absurdamente” ignoramos importância que estes pontos de contacto podem ter?

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

O empirismo dos bons resultados mostra como outras formações enriquecem aquilo a que nos propusemos fazer no inicio da nossa vida académica dita superior, mais que isso, “visitar” lugares que dêem consistência ao que defendemos como área de importância pragmática e conceptual é encher o vaso que se deve assumir perto do vazio pois nas ligações que temos disponíveis para construir há saberes que devemos procurar na meta de ouvir melhor, sentir mais e deixar ver melhor as realidades que nos surgem e os desafios que a profissão encerra.

Às vezes diversificar é ganhar consciência e tornar mais completo a unidade.

P.S – Veja-se como a psicomotricidade nasce de uma convergência de saberes diversos e como faz mais que sentido no actual panorama de compreensão individual e de área de intervenção primordial…

Pela defesa da profissão. Movimentem-se!

http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=1259

Obrigado Pessoa por esta epifania fabulosa.

Apelo a uma discussão directa às questões levantadas no corpo da reflexão, lembrando que outras profissões passam por semelhante situação. Mostrem a vossa opinião neste espaço, para que a mesma possa ser partilhada.

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This entry was posted on 28 de Fevereiro de 2012 by in Uncategorized.

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